34 jovens moçambicanos partem para os Emirados Árabes Unidos em busca de emprego
Governo reforça mecanismos de mobilidade laboral e aposta em canais formais para garantir maior segurança aos trabalhadores moçambicanos no exterior.

Trinta e quatro j⭕️vens profissionais moçambicanos seguem esta quinta-feira, 20 de Agosto, para os Emirados Árabes Unidos (EAU), onde irão exercer actividades nas áreas de construção civil e fundição de alumínio.
A deslocação enquadra-se nos esforços do Governo para criar canais formais e seguros de emprego para trabalhadores moçambicanos no exterior, através de acordos de mobilidade laboral com outros países.
O anúncio foi feito esta quarta-feira, em Maputo, pela directora nacional do Trabalho Migratório, no Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Alice Brito.
Segundo a responsável, Moçambique assinou memorandos de entendimento com os Emirados Árabes Unidos e Portugal, com o objectivo de garantir maior segurança jurídica no recrutamento, colocação e acompanhamento dos trabalhadores nacionais no estrangeiro.
Com a partida dos 34 jovens, sobe para 58 o número de moçambicanos que já seguiram para os EAU através deste processo.
Do total de 300 profissionais previstos para trabalhar naquele país, um primeiro grupo de 24 já se encontra nos Emirados Árabes Unidos, enquanto outros seis trabalhadores haviam seguido para o destino em Fevereiro deste ano.
Recrutamento continua
O processo de selecção de trabalhadores para os EAU continua em curso. Actualmente, estão a ser seleccionados mais 175 jovens para a área da construção civil, através da CBE–Southern África.
Entre os profissionais procurados estão pedreiros, serralheiros, ajudantes de pedreiro e trabalhadores especializados em fundição de alumínio.
A colocação é realizada através de agências privadas devidamente licenciadas e autorizadas, incluindo a RHDC, CBE e Southern África, além dos centros públicos de emprego e formação profissional.
A estratégia pretende reduzir os riscos associados à migração laboral informal e garantir que os trabalhadores tenham contratos, salários e mecanismos de protecção social devidamente estabelecidos.
Alice Brito assegurou ainda que os salários dos trabalhadores serão pagos directamente nas respectivas contas bancárias e apelou aos moçambicanos no exterior para aderirem ao sistema de segurança social.
Oportunidade para jovens profissionais
Entre os jovens que seguem para os EAU está Lázaro Cipriano Zibia, residente em Maputo, com formação média e dez anos de experiência profissional na Mozal, onde trabalhou na área de fundição de alumínio.
Para o jovem, a oportunidade representa não apenas um novo emprego, mas também a possibilidade de desenvolver a carreira e melhorar as condições de vida da sua família.
Outro candidato, Gabriel Jossias, natural de Inhambane, soube das oportunidades através da página do Facebook da CBE–Southern África. Depois de se candidatar, passou pela entrevista e pelos exames médicos, tendo posteriormente recebido o visto e a passagem para iniciar a nova etapa profissional.
Portugal também abre oportunidades
Além dos Emirados Árabes Unidos, o Governo moçambicano está a reforçar a cooperação laboral com Portugal, através de um memorando que prevê mecanismos de acompanhamento e monitoria dos trabalhadores colocados naquele país.
Os centros públicos de emprego e formação profissional participam no processo de recrutamento e selecção. De acordo com Alice Brito, o Governo está igualmente a formalizar contratos-promessa de trabalho e possui uma base de dados com mais de 2.900 moçambicanos à procura de emprego em Portugal.
Entre as áreas com maior procura naquele país estão motoristas, trabalhadores domésticos e pedreiros.
Para o Governo, a expansão dos mecanismos de mobilidade laboral representa uma oportunidade para aumentar o acesso ao emprego, formalizar a migração laboral e reforçar a protecção dos direitos dos trabalhadores moçambicanos no exterior.






