50 MT pelo silêncio, agente da Polícia Municipal detido por corrupção na Matola
Agente da Polícia Municipal é acusado de receber 50 meticais para ignorar a fiscalização de um transporte semi-colectivo na rota Mozal–Machava.
Um agente da Polícia Municipal e um condutor de transporte semi-colectivo foram constituídos arguidos por suspeita de corrupção, após uma intervenção do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Maputo.
Um agente da Polícia Municipal foi detido no dia 1 de Setembro, no Município da Matola-Rio, por suspeita de receber 50 meticais de um condutor de transporte semi-colectivo para, alegadamente, deixar de fiscalizar a legalidade da actividade de transporte na rota Mozal–Machava.
Segundo um comunicado do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Maputo (GPCCM), a detenção ocorreu durante uma patrulha realizada por investigadores da instituição.
O agente é acusado de corrupção passiva para acto ilícito, enquanto o condutor responde por corrupção activa. Os dois foram constituídos arguidos e o processo segue os seus trâmites legais.
Trabalhador detido com 500 meticais
Num outro caso, ocorrido no dia 8 de Setembro, na paragem de Xidiminguana, na Cidade da Matola, um trabalhador da Associação de Transportes de Maputo foi detido em flagrante delito enquanto recebia 500 meticais de um transportador.
De acordo com o GPCCM, o valor teria sido entregue em troca da facilitação de uma licença de circulação, apesar de a rota ter sido alterada de forma indevida.
O dinheiro foi apreendido no momento da intervenção, e o caso foi enquadrado como crime de corrupção passiva no sector privado.
GPCCM apela à denúncia
Perante os dois casos, o GPCCM reafirma o seu compromisso no combate à corrupção e apela à população para denunciar actos semelhantes às autoridades competentes.
Os processos encontram-se agora sob os procedimentos legais previstos.
Nota: A constituição de arguido e a acusação não significam condenação. Os envolvidos beneficiam da presunção de inocência até decisão judicial definitiva.





