Irão exige fim do bloqueio para reabrir Estreito de Hormuz
Teerão diz estar disposto a reabrir a estratégica rota marítima dentro de uma semana caso os Estados Unidos reduzam a pressão militar e levantem o bloqueio aos portos iranianos.

⭕️ Irão apresentou novas condições para an eventual reabertura do Estreito de Hormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás.
Segundo a Reuters, um alto responsável iraniano afirmou que Teerão poderá reabrir o estreito no prazo de uma semana, caso os Estados Unidos reduzam a pressão militar e levantem o bloqueio aos portos iranianos. A proposta foi transmitida a Washington através de mediadores.
Entre as condições apresentadas por Teerão estão o levantamento do bloqueio, o fim das hostilidades e a libertação de bens iranianos congelados.
Questão discutida durante Assembleia Geral da ONU
A proposta surge numa altura em que representantes iranianos e norte-americanos se encontram em Nova Iorque para a Assembleia Geral das Nações Unidas.
Segundo a Reuters, a delegação iraniana recebeu autorização para avançar com contactos diplomáticos, enquanto Teerão considera o encontro internacional uma oportunidade para retomar as negociações com Washington.
A posição iraniana surge depois de meses de confrontos e de sucessivas tentativas diplomáticas para reduzir as tensões e restabelecer o tráfego marítimo normal na região.
Tráfego no estreito continua reduzido
O Estreito de Hormuz permanece sob forte pressão. Dados de navegação citados pela Reuters indicam que apenas dois navios de carga atravessaram o estreito na segunda-feira, contra dez no dia anterior e uma média de cerca de 125 grandes navios comerciais por dia antes da escalada do conflito.
A redução do tráfego tem consequências para o comércio internacional de energia, uma vez que Hormuz é uma rota estratégica para o transporte de petróleo e gás do Golfo.
Em anteriores declarações, autoridades iranianas já tinham apresentado como condições para a reabertura do estreito o fim da guerra, o levantamento de sanções e do bloqueio, além de outras exigências dirigidas aos Estados Unidos.
O futuro da circulação marítima pelo estreito dependerá agora da evolução das negociações entre Teerão e Washington e da eventual resposta norte-americana às condições apresentadas pelo Irão.






