Seis em cada 100 pessoas contraem malária em Gaza
Casos de malária aumentam mais de 100% no primeiro semestre de 2026, levando as autoridades a preparar uma campanha com 871.416 redes mosquiteiras em 13 distritos.

Seis em cada 100 pessoas contraem malária em Gaza
A província de Gaza registou um aumento de mais de 100% nos casos de malária durante o primeiro semestre de 2026, comparativamente ao mesmo período do ano passado. Perante o agravamento da situação, as autoridades de saúde preparam uma campanha integrada de combate à doença.
Segundo a directora provincial de Saúde, Mulassua Simango, foram registados 34.019 casos de malária nos primeiros seis meses de 2026, contra 11.267 casos no mesmo período de 2025, representando um aumento superior a 100%.
A responsável revelou ainda que a prevalência da malária na província é de 6,1%, o que significa que, em cada 100 pessoas, cerca de seis contraem a doença.
Campanha vai abranger 13 distritos
Para responder ao aumento dos casos, as autoridades pretendem integrar a distribuição de redes mosquiteiras, a administração de medicamentos e a pulverização intradomiciliária numa única campanha.
A distribuição de redes mosquiteiras e a administração de medicamentos serão realizadas em 13 distritos, enquanto a pulverização intradomiciliária abrangerá seis: Chibuto, Mandlakazi, Chókwè, Guijá, Bilene e Limpopo.
Os dados preliminares apontam para a distribuição de 871.416 redes mosquiteiras, destinadas a aproximadamente 313.711 agregados familiares, abrangendo uma população estimada em 1.156.855 pessoas.
As autoridades esclarecem, contudo, que estes números ainda poderão sofrer alterações, uma vez que os microplanos estavam a ser discutidos durante a formação de planificação da campanha.
Administração de medicamentos
A campanha prevê igualmente a administração de albendazol a crianças dos 5 aos 14 anos, com uma meta estimada de 375.130 beneficiários.
De acordo com as autoridades, a integração das diferentes intervenções permitirá optimizar recursos e aproveitar a mesma mobilização, logística e comunicação para ampliar as acções de saúde nas comunidades.
Desafio das zonas de difícil acesso
A directora provincial de Saúde alerta que o sucesso da campanha dependerá de uma planificação adequada às características de cada comunidade, sobretudo nas zonas de difícil acesso.
Mulassua Simango defende que áreas rurais, zonas arenosas, comunidades atravessadas por rios ou distantes das sedes distritais não podem ser planificadas da mesma forma que as zonas urbanas.
As autoridades apelam, por isso, aos distritos para que apresentem estimativas próximas da realidade, de modo a garantir que os recursos sejam distribuídos de acordo com as necessidades de cada comunidade.
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